Re: A Olivetti, o caminhão a álcool e o site Monzeiros.
Enviado: 31 Mar 2016, 12:42
Olá pessoal.
Nasci, há quase setenta anos atrás, em um lugar onde não havia eletricidade, água encanada, rua asfaltada e outros confortos do dia de hoje.
Para tomar banho era necessário ir até o poço e puxar incontáveis baldes, encher um chuveiro que poucos aqui no fórum já viram, esquentar a água no fogão à lenha se o tempo estivesse frio, e por aí vai. Para tomar água era a mesma coisa, tirar água do poço e colocar no filtro de cerâmica. Bebida gelada em casa não existia, já que não havia geladeira. Conservar os alimentos perecíveis era um sufoco.
Fogão à lenha é um 'must' hoje em dia, mas só quem precisou empunhar um machado (vi minha mãe fazer muito isso) sabe como é bom um fogão a gás.
Viajar era um sufoco. Muitas vezes assisti ao meu pai colocando correntes nos pneus do carro do meu avô (meu avô era fazendeiro rico, e por isso podia ter carro. A grande maioria da população andava mesmo era a pé) para conseguir andar em estrada de terra, que virava uma meleca na chuva.
Tive máquina de escrever (tenho ela até hoje guardada), e escrever com uma dessas não tem comparação com um computador. Qualquer erro (e eu errava muito, apesar de ter feito curso de datilografia) dá um trabalho danado pra corrigir, e o resultado não fica bom.
Vimos a indústria automobilística surgir, os carros evoluírem, e tudo foi mudando. De que adianta um carro que dure 100 anos? acaba se tornando um problema ambiental depois de descartado.
Eu comprei meu primeiro celular quando os aparelhos começaram a ficar menores, lá por 1998, 99. Não sou viciado em celular, mas já precisei dele em situações críticas. Imagine um acidente na estrada, onde não tem telefone fixo. A demora em chegar socorro pode significar a morte. Tenho celular comum, desses só para falar, e tenho smartphone. Consigo almoçar em casa conversando com meus 3 filhos, cada um num lugar do planeta. Converso mais com eles agora do que qdo moravam comigo e não existia celular.
Agora vamos falar na tecnologia na medicina. No meu tempo de criança tudo era mais difícil. Não existiam vacinas, e toda criança tinha de pegar sarampo, catapora, cachumba, rubéola e todas aquelas doenças que não são necessariamente mortais, mas muitas deixam sequelas. Um dia desses eu tive um problema num nervo que foi consequência de uma catapora do tempo de criança. O tal Herpes Zoster. Com a vacinação das crianças isso não acontece mais.
Muitos dos meus colegas têm enormes cicatrizes no corpo, oriundas de operações que hoje são feitas através de pequenos furos na barriga, que quase não deixam marca, além de ter muito menos perigo de infecções, etc.
Tudo isso é tecnologia.
Ah, pagar contas. Antigamente eu tinha de ir ao banco muitas vezes ao mes, enfrentar o trânsito, o calor, falta de estacionamento, fila...Agora faço praticamente tudo de casa, pelo computador, ou mesmo na rua, através do smartfone.
O que devemos evitar, na minha opinião, é o vício em tecnologia. Deixar de sair para um jantar com a mulher ou os amigos para ficar teclando frente a uma telinha. Deixar de ir à praia, a um churrasco, a um passeio no campo, para ficar enfurnado dentro de casa, na frente da TV ou do computador/smartfone. Uso Whatsapp, mas só tenho um grupo, chamado Família. É através dele que mato a saudade dos filhos e me mantenho atualizado com tudo que acontece com eles. E eles com o que acontece comigo e com a mãe. Essa não tem celular e nem nada que pareça com um ou que tenha botões. Ela sim não é adepta da tecnologia. Excetuando-se o que facilite a vida dela, como máquna de lavar, secar, aspirador, freezer...
Tomando esse cuidado, viva a tecnologia! :smt020
Abs
Nasci, há quase setenta anos atrás, em um lugar onde não havia eletricidade, água encanada, rua asfaltada e outros confortos do dia de hoje.
Para tomar banho era necessário ir até o poço e puxar incontáveis baldes, encher um chuveiro que poucos aqui no fórum já viram, esquentar a água no fogão à lenha se o tempo estivesse frio, e por aí vai. Para tomar água era a mesma coisa, tirar água do poço e colocar no filtro de cerâmica. Bebida gelada em casa não existia, já que não havia geladeira. Conservar os alimentos perecíveis era um sufoco.
Fogão à lenha é um 'must' hoje em dia, mas só quem precisou empunhar um machado (vi minha mãe fazer muito isso) sabe como é bom um fogão a gás.
Viajar era um sufoco. Muitas vezes assisti ao meu pai colocando correntes nos pneus do carro do meu avô (meu avô era fazendeiro rico, e por isso podia ter carro. A grande maioria da população andava mesmo era a pé) para conseguir andar em estrada de terra, que virava uma meleca na chuva.
Tive máquina de escrever (tenho ela até hoje guardada), e escrever com uma dessas não tem comparação com um computador. Qualquer erro (e eu errava muito, apesar de ter feito curso de datilografia) dá um trabalho danado pra corrigir, e o resultado não fica bom.
Vimos a indústria automobilística surgir, os carros evoluírem, e tudo foi mudando. De que adianta um carro que dure 100 anos? acaba se tornando um problema ambiental depois de descartado.
Eu comprei meu primeiro celular quando os aparelhos começaram a ficar menores, lá por 1998, 99. Não sou viciado em celular, mas já precisei dele em situações críticas. Imagine um acidente na estrada, onde não tem telefone fixo. A demora em chegar socorro pode significar a morte. Tenho celular comum, desses só para falar, e tenho smartphone. Consigo almoçar em casa conversando com meus 3 filhos, cada um num lugar do planeta. Converso mais com eles agora do que qdo moravam comigo e não existia celular.
Agora vamos falar na tecnologia na medicina. No meu tempo de criança tudo era mais difícil. Não existiam vacinas, e toda criança tinha de pegar sarampo, catapora, cachumba, rubéola e todas aquelas doenças que não são necessariamente mortais, mas muitas deixam sequelas. Um dia desses eu tive um problema num nervo que foi consequência de uma catapora do tempo de criança. O tal Herpes Zoster. Com a vacinação das crianças isso não acontece mais.
Muitos dos meus colegas têm enormes cicatrizes no corpo, oriundas de operações que hoje são feitas através de pequenos furos na barriga, que quase não deixam marca, além de ter muito menos perigo de infecções, etc.
Tudo isso é tecnologia.
Ah, pagar contas. Antigamente eu tinha de ir ao banco muitas vezes ao mes, enfrentar o trânsito, o calor, falta de estacionamento, fila...Agora faço praticamente tudo de casa, pelo computador, ou mesmo na rua, através do smartfone.
O que devemos evitar, na minha opinião, é o vício em tecnologia. Deixar de sair para um jantar com a mulher ou os amigos para ficar teclando frente a uma telinha. Deixar de ir à praia, a um churrasco, a um passeio no campo, para ficar enfurnado dentro de casa, na frente da TV ou do computador/smartfone. Uso Whatsapp, mas só tenho um grupo, chamado Família. É através dele que mato a saudade dos filhos e me mantenho atualizado com tudo que acontece com eles. E eles com o que acontece comigo e com a mãe. Essa não tem celular e nem nada que pareça com um ou que tenha botões. Ela sim não é adepta da tecnologia. Excetuando-se o que facilite a vida dela, como máquna de lavar, secar, aspirador, freezer...
Tomando esse cuidado, viva a tecnologia! :smt020
Abs
